terça-feira, 17 de junho de 2014

Yothu Yindi - Tribal Voice

O som da banda australiana Yothu Yindi é desconhecido para muitas pessoas. Como o Osibisa, que eu já havia citado em outro post. Esse é daqueles que eu sempre pergunto: "Você conhece?", "Já ouviu?", "Viu?" Mesmo que você tenha respondido não para alguma dessas perguntas, ouça sem medo de ser feliz, e você vai entender porque eu gosto de descobrir "outros tipos de som", e não me prendo a alguns estilos somente.

"Tribal Voice" é uma obra pra ser admirada: Vocais maravilhosos e sonoridade ímpar. O Yothu Yindi, com sua música,  detona muita bandinha que aparece por aí. Eles mesclam a cultura do povo nativo australiano ao seu repertório de maneira brilhante; não como se fossem apenas primitivos objetos de curiosidade daqueles que vivem no chamado mundo civilizado. Ao contrário; eles uniram o tradicional ao moderno e deu nesse som característico e bem trabalhado.

Vou deixar gente que conhece muito mais que eu, falar da banda: 
"Yothu Yindi, formada em 1986, utilizou na formação do seu nome um termo do povo aborígine Australiano Yolngu que significa "filho e mãe", essa expressão serve para descrever as relações entre os clãs aborígines da região australiana de Arnhem, de onde vem o grupo liderado pelo vocalista Mandawuy Yunupingu. Os membros da tribo Yolngu vivem no nordeste de Arnhem Land, no território do Norte. Alguns deles vivem em Yirrkala e outros vivem em agrupamentos familiares nas matas da região, são os "Homelands Centres", movimento de retorno dos nativos às matas. Com exceção do baixista Stuart Kellaway, que não é aborígine, os integrantes da banda pertencem basicamente aos clãs Gumatj e Rirratjingu que possuem fortes tradições culturais, religiosas e artísticas, devido principalmente ao tardio contato com os europeus (chamado pelos aborígines de "balandas"), ocorrido na década de 30 do século passado. Começaram a se destacar em 1988, quando participaram de vários shows de protesto durante o bicentenário da Austrália, já que como aborígines, não tinham nada a comemorar devido as varias mazelas que seu povo enfrentava como poluição, roubo de terras e o fim das florestas e das línguas nativas. No mesmo ano partiram para uma turnê por 32 cidade norte-americanas, abrindo para a banda Midnight Oil. Na volta gravaram "Homeland Movement", seu primeiro disco, que possui uma das faixas com o mesmo título do álbum onde fala-se sobre o movimento de retorno dos nativos australianos às matas. O sucesso veio com o segundo disco, "Tribal Voice" que faz uma mescla perfeita de ritmos tribais aborígines e ritmos pops, como rock e reggae. Esse trabalho foi considerado o melhor disco indígena de 1992 e "Treaty", uma de suas faixas, a melhor canção do ano, entre outros prêmios." - http://tvi.com.br/



01 - Gapu
02 - Treaty
03 - DJapana - Sunset Dreaming
04 - My Kind Of Life
05 - Maralitja - Crocodile Man
06 - Dhum Dhum - Bush Wallaby
07 - Tribal Voice
08 - Mainstream
09 - Dharpa - Tree
10 - YinyDJapana - Dolphin
11 - Matjala - Driftwood
12 - Hope
13 - Gapirri - Stingray
14 - Beyarrmak - Comic
15 - Treaty - Radio Mix
16 - DJapana - Radio Mix











Mandawuy Yunupingu: Lead vocals, backing Vocals, guitar
Galarrwuy Yunupingu: Vocals, clapsticks
Witiyana Marika: Vocals, clapsticks, backing vocals
Milkayngu Mununggurr: Didgeridoo, backing vocals
Gurrumul Yunupingu: Keyboards, percussion, guitar, didgeridoo, organ, backing vocals
Makuma Yunupingu: Didgeridoo
Cal Williams: Lead guitar, rhythm guitar, guitar, backing vocals
Stuart Kellaway: Bass guitar, backing vocals
Ricki Fataar: Drums, percussion, backing vocals
Mark Moffatt: Organ, bass guitar, guitar
Ray Periera: Congas
Allen Murphy: Drums
Huey Benjamin: Drums
Archie Roach: Backing vocals
Tim Finn: Backing vocals
Rose Bygrave: Backing vocals
Steve Wade: Backing vocals

Mark Moffatt: Producer
"Treaty" remix by Robert Goodge and Gavin Campbell



Tribal Voices


   



Senha do arquivo:
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"Há braços"

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